sexta-feira, 16 de maio de 2008

Angela Merkel mandou bem!

Duas notícias ainda ocupam espaço na mídia e correm em paralelo mas me parece que elas têm muito em comum. A visita da chancelar alemã, Angela Merkel, que falou na lata do Presidente Lula de que os alemães querem o etanol como alternativa ao petróleo mas não às custas da devastação das florestas nem do trabalho degradante dos trabalhadores rurais. Bem, quem sabe como é a vida dos bóias-frias nas lavouras de cana - e o Brasil inteiro sabe! - não duvida que a chancelar e os organismos internacionais vão ter muito o que fiscalizar na corrida do etanol. Lula assegura que o etanol não será produzido às custas de devastação das florestas tropicais nem da redução de produção de alimentos MAS... duvido que consiga garantir condições dignas de trabalho para os agricultores. Mesmo os dois outros itens da pauta são altamente controversos.

A outra notícia nos dá conta de que 10% mais ricos no Brasil detêm 75% da riqueza, segundo o Ipea. Para Marcio Porchmann, presidente do instituto, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.

A Ministra Marina Silva, tudo indica, perdeu a batalha contra os interesses dos fazendeiros na na defesa da preservação das florestas. De fato, dizem, ela perdeu praticamente todas as batalhas que empreendeu nestes 5 anos e 5 meses de ministério. E Lula deixou claro, ao aceitar a demissão da ministra - ou, ao não dar-lhe outra alternativa senão demitir-se - que o crescimento da economia está acima dos demais interesses da nação. No país ainda profundamente injusto, pagamos todos a fatura do "desenvolvimento". Os ricos, é possível, pagarão menos. Marina fará muita falta. O governo fica mais pobre.
p.s. a charge que estampa este post é do Aroeira publicada Marina no jornal O Dia.

LUZ, CÂMERA, AÇÃO!

Novo5_2 Faço faculdade de Comunicação Social com especialização em Publicidade e Propaganda, e estou me formando no final do mês que vem. A última matéria fora da minha grade curricular que escolhi foi Fotografia em jornal, uma disciplina de Jornalismo.

Achei que seria interessante conhecer o mundo por um ângulo diferente do tradicional, fugindo um pouco do que eu conhecia da fotografia habitual e publicitária.

O primeiro trabalho era produzir um ensaio fotográfico que seria avaliado não só pelo professor como também pelos meus colegas de turma. Que responsabilidade! Logo eu, que nunca tinha feito e nem pensado em fazer isso na vida, pelo menos não atrás das lentes. Se ao menos eu fosse a modelo...(risos) Flash! Flash!

Meus Deus, esse trabalho tinha tudo para não dar certo: sem recursos de luz, sem estúdio, com uma câmera popular... Nada estava a meu favor! Além do que não era fotógrafa, e muito menos profissional.

Apesar dos contratempos e despreparos, pensei em um ensaio bem descontraído e com um tema que pelo menos fosse relevante em minha vida.

Tudo que podia lembrar era da minha infância: desde criança, sempre quis ser modelo fotográfico, mas o medo e receio dos meus pais em relação a essa profissão fizeram eu desistir desse meu sonho. Eu pensava, pensava, pensava e idéias misturadas a lembranças começavam a aparecer na minha cabeça. Era isso! O meu ensaio ia acontecer!

O rosa que nunca faltou no meu vestuário, e os utensílios femininos como batom, sombra e brilhos... O universo mágico de ser Top Model me remetia às princesas dos contos de fada, e isso fazia com que a cada dia me tornasse mais “menina”. Eram mimos do papai, que adorava receber e elogios que me faziam a criança mais “metida” da rua (risos). Por essa razão, o título do ensaio que eu realizei é SER MENINA.

Para ser a modelo do meu ensaio tive que escolher alguém que me representasse bem. Escolhi na minha família a cópia mais fiel que poderia achar: minha priminha. Ela é praticamente o meu reflexo no espelho (é claro que sem as minhas abundâncias). Doce, meiga, “paty” e com uma vontade incrível de um dia, quem sabe, realizar aquele que seria meu grande sonho: se tornar uma TOP MODEL.

O ensaio foi ótimo. Juro que não queimei nenhuma foto (é claro que eu não conseguiria queimar uma foto digital, risos). Pelo contrário, elas ficaram ótimas. Entre as várias poses minha prima se penteava, se maquiava, trocava de roupa. Ela era a própria estrela.

A cada flash, uma emoção diferente. Sua alegria e emoção em estar ali fizeram vir a tona os meus sentimentos mais antigos. Que bom seria se pudesse voltar no tempo. Que saudades que tenho da minha juventude, da inocência de ser criança. Saudades dos tempos em que acreditar no mundo perfeito ainda era possível.

Talvez esses momentos não tenham significado nada para vocês, mas podem apostar, significaram muito para mim. Vou guardá-lo com muito carinho em minha memória. A memória de SER MENINA.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O sonho de Cassandra

Sonhodecassandraposter011_3 “E se Deus existir?”, pergunta Terry (Colin Farrell) ao irmão, Ian (Ewan McGregor, em O sonho de Cassandra, de Woody Allen.

O questionamento aparece depois que os dois irmãos, de uma família londrina de classe média, e que vivem de aparências, cometem um crime.

Desde o início do filme, quando Ian e Terry, mesmo sem dinheiro, compram um barco, apenas para aumentar o seu status, o espectador já tem a sensação de que algo vai dar errado. Aliás, esse sentimento começa com o título do filme: Cassandra, na mitologia, foi amaldiçoada. Ela podia prever o futuro, mas ninguém acreditava em suas previsões.

Ian, apaixonado por uma bela atriz que só lhe dá bola porque acredita que ele é um empresário com hotéis na Califórnia, e Terry, viciado em jogo e com dívidas altíssimas em apostas, precisam desesperadamente da ajuda financeira do milionário tio Howard.

Eles têm a promessa do dinheiro, mas em troca, precisam cometer um crime para ajudar o tio a escapar de uma acusação de negócios ilegais. Crime executado, para Ian o assunto está encerrado, mas Terry não consegue suportar a culpa.

Ao longo de todo o filme, temas habituais abordados por Woody Allen, como amor, morte, culpa, insegurança, ironias do destino, questionamentos sobre a ausência de Deus (“Sem Deus tudo é permitido”) aparecem. O final? É uma tragédia, claro, mas eu não conto. O filme está em cartaz.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Drama de Paulistano

Drama Pois é, olhei os textos postados e vi que, o fato da Thomas Nelson estar sediada no Rio de Janeiro, dá um ar bem carioca em tudo. Normal! A maioria geralmente ganha. Eu sou da Thomas Nelson mas trabalho em São Paulo. E que São Paulo! Hoje, fria, cinzenta, emburrada, engarrafada, instransitável. Mas é aqui que concentram-se a maioria das redes de livrarias. É aqui que tenho o desafio de colocar os livros que publicamos numa quantidade grande de lojas e isso exige me deslocar por uma cidade que parece me dizer, a cada dia: "eu não quero você andando por aqui"!!! Sexta, disseram, foi o recorde histórico de engarrafamento: 266kms de trânsito parado pelas ruas mais importantes. Andando pela Marginal do Tietê às quatro da tarde, fiquei pensando: "é, talvez São Paulo tenha razão, melhor cair fora daqui". Mas não dava pra ir a parte alguma. Aí, só resta a companhia do rádio, dos pensamentos e altas doses de paciência.

Veio o fim de semana, a gente esquece um pouco o caos e na segunda tudo recomeça. Dia desses me deparei com este cartoon. Achei que concordava com ele tamanha a neurose que o trânsito tem me provocado. Aí me dei conta que a neurose da cidade já entrou em mim. Já pensou? Será que vale a pena? Hummm. Difícil saber a resposta...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Jesus esteve em Nárnia

C.S. Lewis foi um renomado professor de literatura da Universidades de Cambridge, falecido em 23 de novembro de 1963, no mesmo dia do assassinato de John Kennedy e da morte de Aldous Huxley.  Ele escreveu mais de 40 livros, vários destes livros refletindo sobre o Cristianismo, que havia sido tão marcante em sua vida. Seu interesse era de responder questões existenciais através da fé. Sua apologética, defesa, era uma profunda reflexão sobre o que o Cristianismo havia feito em sua vida.
Lendo e lecionando Literatura Medieval e Renascentista ele teve contato com pensadores e escritores que contribuíram para sua formação. Na adolescência foi ateu e acabou por  converteu-se a fé cristã após leituras de George MacDonald. Sua obra não trata somente do Cristianismo, mas compreende também a crítica literária.
Boa parte de sua fama vem através de seus livros infantis, recheados de sua visão cristã, principalmente da série As Crônicas de Nárnia é composta de sete volumes: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa; O príncipe Caspian; O navio da alvorada; A cadeira de prata; O sobrinho do mago; O cavalo e seu menino; A última batalha (todos relançados recentemente pela Editora Martins Fontes). Este último recebeu a Medalha de Carnegie como melhor livro infantil. Estes livros são praticamente uma versão da Bíblia para crianças, tão popular hoje em dia, com o Gênesis (O sobrinho do mago), os Evangelhos (O leão, a feiticeira e o guarda-roupas), o Apocalipse (A última batalha) e os outros como a mais pura aventura do livro de Atos dos apostólos.
Uma outra série que ele produziu que obteve inúmero sucesso foi a Trilogia Espacial: Para além do planeta silencioso; Perelandra; Aquela força medonha (a série completa em português saiu pela Europa-América). Esta obra narra as aventuras de Ransom, um filólogo, que se envolve num drama universal ao descobrir que a Terra é o único planeta do Sistema Solar que está dominado pelo mal; no segundo volume, ele vai para Perelandra (Vênus) para evitar que o drama da Queda do Homem venha a se repetir naquele mundo; no último, e maior dos volumes da série, até Merlim aparece no século XX numa Universidade para ajudar a salvar o mundo.
A história de Nárnia começa quando uma criança entra num guarda-roupas que a leva ao mundo mágico: algo simples ao homem que se torna impossível de ser descrito se não for experimentado, ou seja, ele está desafiando os seus leitores a considerem suas vidas como algo mais do que o existir e a experimentarem novas oportunidades.
Uma outra criança acaba traindo o Leão Aslam, Filho do Grande Imperador de Além Mar, e a feiticeira exige que ela seja sacrificada, em cumprimento da lei e para que uma profecia contra ela não possa ser cumprida. Aslam, para manter a lei, resolve se entregar para a morrer no lugar da criança.
As figuras utilizadas nas suas obras são aparentemente incompatíveis com o cristianismo, extraídas do paganismo. Assim entramos num mundo imaginário forjando seres distintos dos reais: centauros, gnomos, bruxas, leões,  magos, faunos e uma infinidade de criaturas maravilhosas. É quando ninguém mais acredita nestas fantasias que ele utiliza desse  material para o  reelaborar e colocá-lo a disposição dos leitores cansados do cotidiano.  De certa forma, Lewis usa dos menos artifícios de  Cervantes, o sonho, a loucura e a fala dos animais, para expressar as suas idéias. Logicamente ele não tem os problemas que Camões teve para publicar Os Lusíadas.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Aconteceu comigo...

Novo2_4 Foi no último domingo, logo após a vitória do Flamengo  sobre o Botafogo. Saí de casa para ir ao Leblon,  tradicional bairro carioca onde moram meus avós. Minha família já estava toda lá, comemorando não a vitória do Flamengo, mas o aniversario do meu avô. Eu, um dos poucos flamenguista da família, resolvi ver o jogo em casa (São Conrado) e só depois ir para a festa.

Peguei meu carro e dirigi até a entrada do túnel Dois Irmãos. Antes que eu chegasse à entrada do túnel, levei uma forte pancada no pára-choque. Um Ford Fiesta, com um vidro fumê muito escuro, tentou me ultrapassar sem sucesso. Na verdade, ele conseguiu me ultrapassar — a batida não o fez parar, ele simplesmente seguiu como se nada tivesse acontecido.

Não pensei duas vezes.

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Roubaram meu roteiro...

ThreeEu sou blogueira de carteirinha por isso vocês vão me ver muito por aqui. Quem sabe eu não viro a nova  Diablo Cody e escrevo um roteiro adaptando um livro da Thomas Nelson para o cinema. Eu já até sei qual seria: Three. Olha, para quem gosta de suspense eu posso garantir, e não é porque trabalho aqui, mas este livro coloca qualquer um do gênero no chinelo. O meu marido leu e ficou falando sobre a história uns três dias. O autor tem outros livros bem legais no gênero, mas ainda não posso dizer muito porque ainda não li. Detalhe importantíssimo para as meninas: eu, particularmente, acho o Dekker a cara do Viggo Mortensen. Sim aquele que fez o papel do rei em Senhor dos Anéis. Mas infelizmente roubaram minha idéia e já fizeram um filme. Tudo bem, tenho que admitir que o filme é muito bom. Não tem jeito. Ficou curioso? O autor tem um site:

www.teddekker.com.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Prata da casa

CapaacariciaAlém da nossa equipe da Thomas Nelson Brasil, temos uma excelente equipe de colaboradores que tornam a nossa tarefa de editar livros mais fácil. Um deles é o Marcelo Barbão, tradutor, revisor, copidesque, editor de escritores latinoamericanos pouco conhecidos e... autor!

No final do ano passado, ele lançou o livro Acaricia meu sonho, sobre uma mulher que chega a uma cidade de um país estrangeiro em busca de um antigo amor. É um romance que prende o leitor desde o início, com pitadas de realismo fantástico e com títulos de capítulos, que se encaixam perfeitamente à história, tirados de tangos populares. Para saber mais... leiam o livro!

Marcelo é um cara legal, que gosta de gatos e é viciado em alfajor Havanna. Suborná-lo com Havannas é a melhor forma que eu encontrei para convencê-lo a aceitar aqueles prazos “para ontem” que às vezes aparecem...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Antes tarde do que nunca

Sede da Thomas Nelson em Nashville / © Lima Andruška Desde que lançamos o site da Thomas Nelson Brasil, em janeiro de 2007, queríamos criar o Blog dos  Editores. A idéia era ter um espaço onde os editores da TNB pudessem escrever sobre os mais diversos temas, até mesmo sobre os livros que publicam ou sobre as novidades da empresa. E vale dizer que, por editores, entendemos todos que fazem parte da equipe da editora, pois cada livro lançado tem um pouquinho de cada um de nós. Mas o tempo passou e, com a correria para lançar Lucados, Maxwells e Millers, a idéia foi ficando para trás. Foi preciso um feriado de 1o. de Maio, com direito às comemorações de 40 anos do Maio de 68, em Paris, para que sobrasse um tempinho para colocar o site no ar. Agora é mãos à obra. Cada membro da equipe da TNB sempre irá postar algo por aqui para que você, leitor, possa conhecer um pouco mais da gente e do nosso dia-a-dia. E por falar em Maio de 68, recomendo o filme Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci. Uma obra prima que se passa justamente neste momento em plena capital francesa.