Documentário
conta a história da indiazinha condenada à morte por sua gente e salva por
missionários evangélicos.
O drama da
pequena Hakani, indiazinha da etnia suruwahá condenada à morte por um rito
tribal e salva por missionários evangélicos, bem que daria um filme. E deu –
Hakani, documentário do diretor e produtor americano David L.Cunningham, tem
emocionado as platéias desde que foi lançado, em Agosto.
O filme, com 36 minutos de duração, foi rodado numa reserva indígena de Rondônia com a participação de representantes de dez diferentes povos nativos e tem elevada carga de dramaticidade. O infanticídio, praticado por cerca de 20 etnias indígenas brasileiras, inclusive os suruwahá, é o pano de fundo da obra. Parte importante do documentário é o depoimento de vários índios condenando o sacrifício ritual de crianças com deficiências físicas ou doenças congênitas – caso de Hakani, que nasceu com hipotireodismo. A cena em que a criança é enterrada viva impressiona pela autenticidade – mas o espectador pode ficar tranqüilo, porque a terra que cobre o rosto da criança que interpreta Hakani é, na verdade, bolo de chocolate esfarelado.








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