* Por Leo Harrison, nosso colega de marketing na Ediouro

Na infância e adolescência, sempre tive cachorro. E como é natural, eles envelheciam e morriam. A cada morte, um ritual acontecia lá em casa: enrolávamos nosso bichinho em um lençol e, após algumas horas cavando, o enterrávamos em nosso quintal, sempre com uma planta era colocada em cima. Assim, não esquecíamos onde eles estavam.
Na última quinta-feira, após sair do trabalho, achei que fosse relaxar assistindo a um bom filme no cinema. Fui em direção à casa de uma amiga que me esperava para juntos irmos a uma sessão.
Chegando lá, me deparo com uma criatura triste e pensativa. Fiquei nervoso e apreensivo, queria saber logo o que estava acontecendo. Logo após me recepcionar, minha amiga me fez um pedido:
– Amigo antes de irmos ao cinema me faz um favor?
Eu obviamente disse que sim. E ela continuou:
– É que o cachorro do meu vizinho morreu e ele está sozinho em casa sem saber o que fazer. Falei pra ele colocar num saco e jogar no lixo, mas, sem coragem, ele não o fez.
Fiquei sem reação. Nunca precisei pensar no que fazer quando um cachorro morria. Era tão simples: “Vamos enterrar no quintal!”
Agora como fazer isso quando se mora em Copacabana e sem quintal?
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